pelo cancro do colo do ъtero. Apesar disso, muitos paнses, quase de imediato a incluнram nos seus res pectivos programas nacionais de vacinaзгo. No nosso paнs, a inclusгo da vacina contra o HPV no PNV foi aprovada em 2008, embora de forma pouco ambicio sa – vгo ser necessбrios mais de 30 anos para que a maioria das mulheres portuguesas fiquem vacinadas.
Tambйm nгo deixa de ser interessante que, tal como foi referido na Reuniгo da Sociedade Portuguesa de Ginecologia que decorreu na Curia, em Janeiro des te ano, a taxa de vacinaзгo das jovens integradas no programa nacional de vacinaзгo, nos seus primeiros meses, ultrapassou a taxa de participaзгo das mulhe res em qualquer dos programas de rastreio organizado jб em curso. existe um programa de rastreio organizado na Zona Centro, desde hб cerca de duas dйcadas, cuja eficбcia й uma indiscutнvel evidkncia epidemiolygica.
Num princнpio de uma prбtica mйdica baseada na evidkncia cientнfica, seria de esperar que os novos programas de rastreio viessem a ter inspiraзгo na experikncia da quele programa de rastreio, jб implementado na Zona Centro, e que tгo frutuosos resultados tem dado. Estou em crer, de acordo com a evidkncia cientнfi ca, que a vacinaзгo profilбtica contra o HPV univer sal de todas as mulheres e talvez tambйm dos homens, vai ter um papel determinante no controlo do cancro do colo do ъtero e das doenзas que estгo associadas а infecзгo pelo HPV.
Actualmente, hб que difundir o mais possнvel a vacinaзгo contra o HPV, para que a maioria das mulheres portuguesas possam estar vaci nadas no mais curto espaзo de tempo, mas isso nгo nos deve fazer esquecer a necessidade de promover o rastreio organizado do cancro do colo do ъtero, que tem sido atй а data, o ъnico meio que se mostrou efi caz na reduзгo da incidkncia e da mortalidade por aquela doenзa, e mesmo na era “pys-vacinal” irб por certo continuar a ter um papel fundamental.
Num paнs tгo pequeno como o nosso, parece ter algo de paradoxal a existkncia, sy no Continente, de 5 diferentes e independentes programas de rastreio organizado do cancro do colo do ъtero (Alentejo, Algarve, Lisboa e Vale do Tejo, Zona Centro e Zona Norte). A descentralizaзгo й ъtil e necessбria, mas a coordenaзгo centralizada poupa recursos e melhora a qualidade e a funcionalidade.
Mais ainda se afigura curioso que os programas de rastreio organizado do cancro do colo do ъtero recentemente estruturados tenham optado por meto dologias dispares, que ainda nгo foram testadas no nosso paнs, fazendo-nos esquecer que em Portugal, jб Temos que nos congratular por o rastreio organi zado do cancro do colo do ъtero em Portugal ser jб uma realidade que nгo vai ter retorno. As primeiras barreiras jб foram transpostas, mas o que falta, ainda й muito! Josй Alberto Moutinho Editor Associado da AOGP 60