de Barros e Silva et al. Diretriz Brasileira de Atendimento а Dor Torбcica na Unidade de Emergkncia – 2025 Diretrizes PRIMEIROS 10 MINUTOS ECG DIAGNYSTICO (com devida correlaзгo clнnica) 1,2 SEGUIR ROTA DE TRATAMENTO ESPECHFICO (ex: Diretrizes de SCA) DOR TORБCICA OU EQUIVALENTE Realizar ECG em ambiente com desfibrilador. SEGUIR ROTA DIAGNYSTICA DESTA DIRETRIZ DE DOR TORБCICA ECG АТЙ 10 MINUTOS (+ MOV * )І №Sнndrome Coronбria Aguda (SCA); Pericardite. ІBuscar ativamente sinais eletrocardiogrбficos de oclusгo arterial aguda (ex:
T hiperguda, elevaзгo sutil de ST, De Winter, padrгo de Aslanger, distorзгo terminal do QRS, depressгo de ST de V1-V4 concomitante а supra V7-V9) ECG NГODIAGNYSTICO * MOV = Monitorizaзгo, avaliar saturaзгo de O2 (oxigenioterapia se SatO 2 sangue para laboratyrio); MOV obrigatyrio se paciente com sintomas persistentes ou outros critйrios de instabilidade. Figura 5 – Passo 1: atendimento inicial do protocolo de dor torбcica (primeiros 10 minutos). horas). Os principais preditores de choque cardiogknico em doentes com SCA sгo: idade > 70 anos, hipotensгo arterial, classificaзгo de Killip ≥ 2 e taquicardia.
92 Ao ecocardiograma, observa-se importante disfunзгo sistylica do ventrнculo esquerdo (VE), dilataзгo de veia cava inferior (sem variaзгo) e presenзa de linhas B а ultrassonografia pulmonar. A identificaзгo precoce й importante para rбpida revascularizaзгo e aplicaзгo de dispositivos de assistkncia ventricular – medidas com potencial de reduzir a mortalidade em doentes com choque cardiogknico.
93 Pode haver choque cardiogknico no IAM do ventrнculo direito (VD), e os achados costumam ser disfunзгo sistylica do VD, com dilataзгo de veia cava inferior (sem variaзгo), mas SEM linhas B а ultrassonografia pulmonar; livre), insuficikncia mitral grave (ruptura de cordoalha ou mъsculo papilar) ou shunt no septo interventricular, com dilataзгo do VD (comunicaзгo interventricular [CIV]); • Dissecзгo de aorta: 94 a avaliaзгo diagnystica da dissecзгo de aorta, incluindo algoritmos de probabilidade clнnica, estб descrita no item 4.2.2.
Quando a instabilidade estб presente, devemos suspeitar de ruptura de aorta, insuficikncia ayrtica aguda ou tamponamento cardнaco, situaзxes com alta mortalidade. Ao ecocardiograma, a janela supraesternal pode auxiliar na identificaзгo de dissecзгo, assim como o paraesternal longitudinal. A presenзa de um flap diante de um paciente com quadro clнnico compatнvel corrobora o diagnystico. Nem sempre o flap estarб visнvel. Nesse caso, dados indiretos como a visualizaзгo de dilataзгo da aorta reforзam a necessidade de seguimento da investigaзгo diagnystica de dissecзгo.
De uma forma geral, o ecocardiograma transtorбcico apresenta acurбcia limitada para o diagnystico SAA; portanto, esse mйtodo nгo й utilizado para estabelecer o diagnystico final, apesar de informar acuradamente a presenзa de insuficikncia ayrtica e a funзгo sistylica do VE. Jб o ecocardiograma transesofбgico mostra acurбcia acima de 90%, com valor preditivo negativo pryximo a 100%, sendo mйtodo preferencial em pacientes instбveis com impossibilidade de realizar a angiotomografia; • Complicaзxes mecвnicas do infarto: situaзxes habitualmente mais tardias, ocorrendo, geralmente, apys dias de internaзгo, e nгo no atendimento inicial da dor torбcica.
Ocorrem especialmente em doentes nгo revascularizados, que subitamente desenvolvem instabilidade hemodinвmica e que modificam seu exame fнsico (sopro novo, turgkncia jugular, novas crepitaзxes pulmonares). O ecocardiograma pode apresentar alteraзxes de acordo com tipo de complicaзгo mecвnica: derrame pericбrdico (ruptura de parede Arq Bras Cardiol. 2025; 122(9):e20250620 25