de Barros e Silva et al. Diretriz Brasileira de Atendimento а Dor Torбcica na Unidade de Emergkncia – 2025 Diretrizes 3.4.2. Qual a Sensibilidade de um Eletrocardiograma Isolado na Avaliaзгo de Pacientes com Dor Torбcica? Qual o Ganho Adicional com Eletrocardiogramas Seriados? sintoma persistente e ECG inicial nгo diagnystico, sгo tambйm os que se recomenda repetir ECG com maior frequkncia (a cada 10 a 20 minutos), com os eletrodos em posiзгo fixa, enquanto durar o sintoma ou esclarecer o diagnystico – com pelo menos 2 a 4 repetiзxes habitualmente – ou com o uso de registro contнnuo de ECG de 12 derivaзxes assistido por computador (se disponнvel) para detectar alteraзxes dinвmicas no ECG.
75 Embora o ECG seja um exame de grande importвncia no diagnystico e tratamento da SCA, um ъnico ECG de 12 derivaзxes realizado no atendimento inicial do paciente com dor torбcica, apresenta baixa sensibilidade, podendo detectar menos de 50% dos IAMs (incluindo IAM com e sem supradesnнvel do segmento ST). 70,71 A isquemia miocбrdica aguda й frequentemente associada a alteraзxes dinвmicas no ECG. Eletrocardiogramas seriados podem trazer informaзxes relevantes e aumentar de maneira significativa a sensibilidade para atй 70 a 90%.
72 Algumas condiзxes, como oclusгo da artйria circunflexa, podem cursar sem alteraзxes significativas ao ECG de 12 derivaзxes, sendo indicada a realizaзгo das derivaзxes V7, V8 e V9 para pesquisa de alteraзxes como as relacionadas ao infarto da parede “posterior” 73 (termo em desuso, pois apys estudos de ressonвncia cardнaca mostrou-se tratar de porзгo da parede lateral). 74 Essa situaзгo sempre deve ser suspeitada, principalmente em pacientes que persistem com dor torбcica sugestiva de isquemia miocбrdica. Esses pacientes, com 3.4.3. Critйrios Diagnysticos da Sнndrome Coronariana Aguda ao Eletrocardiograma Do ponto de vista prбtico, trks mensagens sгo fundamentais.
1) ECG normal ou com alteraзxes inespecнficas nгo permite excluir SCA; 2) Eletrocardiogramas seriados aumentam a acurбcia para o diagnystico de SCA; 3) Alteraзxes sugestivas de isquemia aguda se baseiam, principalmente, em modificaзxes no segmento ST (Figura 2) e/ou nas ondas T (Figura 3); as alteraзxes no segmento ST devem ser aferidas no ponto J, tendo como referkncia o segmento PR como linha de base. 19,21 A B C D Ponto J Final do segmento PR horizontal ST normal Infradesnнvel descendente supradesnнvel Infradesnнvel Figura 2 – Representaзгo das alteraзxes no segmento ST.
A) segmento ST normal, B) infradesnнvel horizontal e C) infradesnнvel descendente do ST, descritos nos laudos eletrocardiogrбficos como corrente de lesгo subendocбrdica; D) supradesnнvel do segmento ST, mostrando a maneira correta de medi-lo. A B C Figura 3 – Representaзгo das alteraзxes na onda T. A) onda T normal, observar a assimetria com ascensгo lenta e descenso mais rбpido; B) a onda T isqukmica torna-se simйtrica, invertida e de maior amplitude (isquemia subepicбrdica ou pys-isquemia transmural); C) onda T de grande magnitude e simйtrica, chamada de T hiperaguda (isquemia subendocбrdica), costuma preceder o aparecimento do supradesnнvel do segmento ST.
A magnitude representa a бrea (ou seja, onda T de base larga e que habitualmente apresenta tambйm maior amplitude). 18 Arq Bras Cardiol. 2025; 122(9):e20250620