GECETI (Grupos de Estudos em Coronariopatias, Emergências e Terapia Intensiva) Diretriz Brasileira de Atendimento à Dor Torácica na Unidade de Emergência – 2025 — Diretriz Brasileira de Atendimento à Dor Torácica na Unidade de Emergência – 2025: Guia Completo de Avaliação e Diagnóstico

de Barros e Silva et al. Diretriz Brasileira de Atendimento а Dor Torбcica na Unidade de Emergkncia – 2025 Diretrizes dos pacientes, conforme visto na Figura 1. 26 Tendo em vista que todo paciente que se apresenta na unidade de emergkncia com dor ou sintoma equivalente sugestivo de isquemia deve receber atendimento mйdico dentro de 10 minutos, 27 portanto, ao aplicar a triagem de Manchester nos pacientes contemplados nesta diretriz, os profissionais da бrea da saъde deverгo estabelecer nнveis de prioridade “vermelho” ou “laranja”, garantindo agilidade e seguranзa para esses pacientes (em ambos os casos, o ECG deve ser realizado nos primeiros 10 minutos).

Estudos demonstraram a capacidade da enfermagem usando a triagem Manchester (TM) em detectar pacientes de alto risco com dor torбcica, 28 o impacto da utilizaзгo da TM na mortalidade em curto prazo de pacientes com SCA, 29 a sensibilidade e especificidade da TM para pacientes com SCA 30 e se esse sistema de triagem tem sido usado efetivamente em pacientes admitidos com diagnystico de SCA. 31 Adaptaзxes do protocolo de Manchester (ou equivalente) podem ser feitas de acordo com avaliaзxes contнnuas da qualidade assistencial local e de acordo com as especificidades de cada serviзo, tendo como objetivo a melhor performance na triagem desses pacientes. 3.1.2.

Avaliaзгo Inicial de Possнveis Causas de Dor Torбcica Ao avaliar um paciente com dor torбcica, deve-se considerar as causas que necessitam de conduta mais rбpida, nгo apenas por seu alto potencial de letalidade, mas tambйm pelo curto horizonte de tempo para intervenзгo. Nгo existem sinais patognфmicos de uma ou outra patologia e o ancoramento a uma ъnica doenзa, mesmo que seja a doenзa mais prevalente, levarб a erros de conduta. Essa seзгo sugere uma lygica inicial de avaliaзгo focada nas condiзxes que precisam ser manejadas de forma mais precoce. Dessa forma, a primeira causa em termos de gravidade й a dissecзгo de aorta.

Apesar da prevalkncia de dissecзгo de aorta ser menor (um caso para cada 20 a 90 casos de IAM), 34,35 contudo, se o diagnystico nгo for considerado, nunca serб feito e a letalidade estimada й de cerca de 50% em 48 horas. Alйm disso, caso seja confundido com uma SCA, o uso inicial de antiagregaзгo ou anticoagulaзгo (contraindicado nos casos de dissecзгo) serб deletйrio para os pacientes. 36,37 • Dissecзгo de aorta: deve-se avaliar a presenзa de fatores de risco para dissecзгo de aorta, dйficits de perfusгo (diferenзa de pulso ou pressгo arterial) e alargamento de mediastino.

Existem fluxogramas descritos abaixo, como o como o aortic dissection detection risk score ( ADD-RS ) e o aorta simplified score (AORTA), para auxiliar na tomada de decisгo. O ADD-RS contou com a inclusгo de pacientes brasileiros no Instituto do Coraзгo, melhorando sua aplicabilidade em nossa populaзгo. No caso de suspeita de Finalmente, a inclusгo adequada no protocolo de dor torбcica pode evitar a liberaзгo inapropriada de pacientes com SCA e reduzir internaзxes e exames diagnysticos desnecessбrios. O protocolo й um guia que traz seguranзa e evita variabilidade desnecessбria; entretanto, a avaliaзгo clнnica й um elemento fundamental para a melhor aplicaзгo do protocolo de dor torбcica.

32,33 Figura 1 – Triagem de Manchester – pulseiras de identificaзгo. Arq Bras Cardiol. 2025; 122(9):e20250620 13