GECETI (Grupos de Estudos em Coronariopatias, Emergências e Terapia Intensiva) Diretriz Brasileira de Atendimento à Dor Torácica na Unidade de Emergência – 2025 — Diretriz Brasileira de Atendimento à Dor Torácica na Unidade de Emergência – 2025: Guia Completo de Avaliação e Diagnóstico (EN)

de Barros e Silva et al. Diretriz Brasileira de Atendimento а Dor Torбcica na Unidade de Emergkncia – 2025 Diretrizes Tabela 9 – Causas de supradesnнvel do segmento ST Cardiovascular Society, em um perнodo inferior a 2 meses) tambйm sгo manifestaзxes de AI. Principais causas de supradesnivelamento do segmento ST - Infarto agudo do miocбrdio - Bloqueio de ramo esquerdo 3.5.2. Como Classificar a Sнndrome Coronariana Aguda pelo Eletrocardiograma? - Pericardite Qualquer que seja a manifestaзгo clнnica suspeita (critйrio de abertura do protocolo de dor torбcica), o ECG й o primeiro mйtodo diagnystico a ser realizado.

Tendo em vista que o ECG realizado nos primeiros 10 minutos й o “divisor de бguas” inicial, й importante fazer uma classificaзгo do traзado do ECG que vai alйm da observaзгo dos critйrios de elevaзгo de ST (Tabelas 7 a 10). Dessa forma, embora os critйrios de SCA com elevaзгo de ST ainda devam ser valorizados na tomada de decisгo, a diretriz atual recomenda que sejam buscadas outras alteraзxes eletrocardiogrбficas, que nгo sy possam definir o diagnystico de SCA, mas tambйm identificar alteraзxes compatнveis com oclusгo de coronбria aguda, mesmo na auskncia dos achados clбssicos da SCA com elevaзгo de ST (Tabela 11).

- Hipertrofia ventricular esquerda - Repolarizaзгo precoce - Angina vasoespбstica (usualmente supra transityrio) - Hipercalemia - Sнndrome de Takotsubo - Marca-passo - Sнndrome de Brugada - Prй-excitaзгo ventricular - Aneurisma de ventrнculo esquerdo A Figura 5 resume as condutas do atendimento inicial de dor torбcica (Passo 1 da Figura Central). maneira ativa. 72,87 Nas Figuras S1 e S2 (suplemento) podemos observar a alteraзгo dinвmica do segmento ST ao evidenciar isquemia/corrente de lesгo subendocбrdica intermitente, enquanto a Figura 4 apresenta um fluxo para classificar o paciente de acordo com o ECG. 4.

Rota de Investigaзгo Diagnystica apys o ECG Inicial A investigaзгo diagnystica segue uma abordagem de atй 4 passos (Figura Central). O primeiro passo faz parte do atendimento geral inicial, em que avaliaзгo clнnica inicial + ECG dentro de 10 minutos pode estabelecer diagnysticos em uma minoria dos casos (Figuras 4 e 5) e rapidamente direcionar para uma rota terapkutica, conforme diagnystico estabelecido (por exemplo, SCA com elevaзгo de ST). Nos casos em que ECG nгo for diagnystico (maioria dos casos), o paciente serб direcionado para rota diagnystica, em que os elementos analisados (incluindo algoritmos) irгo direcionar a tomada de decisгo no PS (Passo 3 da Figura Central)).

Abaixo, um resumo de quatro passos essenciais no protocolo de dor torбcica: 3.5. Como й Definido o Diagnystico de Sнndrome Coronariana Aguda? O diagnystico de SCA utiliza, como regra, os elementos abaixo: 1) Apresentaзгo clнnica; 2) ECG; 3) Marcador de injъria miocбrdica (troponina). De maneira geral, quando hб dois elementos “positivos” (por exemplo, quadro clнnico + ECG com padrxes diagnysticos bem definidos), й possнvel concluir o diagnystico de SCA. • Passo 1 (avaliaзгo inicial):

avaliaзгo clнnica geral (sinais e sintomas) + ECG nos primeiros 10 minutos para definir se preenche critйrios diagnysticos (por exemplo, SCA, pericardite) e direcionar investigaзгo subsequente nos casos sem diagnystico estabelecido; 3.5.1. Critйrios Atuais para Diagnystico de Angina Instбvel • Passo 2 (definir risco e probabilidade prй-teste inicial):

a principal avaliaзгo neste segundo passo seria definir se paciente apresenta sintoma persistente e/ou ECG “preocupante” e/ou instabilidade hemodinвmica uma vez que estes casos devem ter avaliaзгo diferenciada, com repetiзгo de ECG a cada 10 a 20 minutos e exame de imagem beira-leito (considerar point-of-care ultrasound [POCUS] e/ou ecocardiograma emergencial).

Nos casos em que ECG nгo diagnystico e avaliaзгo clнnica conjunta nгo forem suficientes para afastar com seguranзa sнndromes agudas (por exemplo, SCA sem elevaзгo de ST, TEP, sнndrome ayrtica aguda [SAA]), a investigaзгo clнnica deve ser feita de maneira ativa (passo 3), com avaliaзгo de risco/ probabilidade prй-teste das principais hipyteses diagnysticas (idealmente, por escores clнnicos); O advento da troponina de alta sensibilidade levou a reduзгo expressiva no diagnystico de angina instбvel e na gravidade destes pacientes, entretanto, casos que apresentam quadro clнnico “tнpico” isoladamente (por exemplo, dor cardнaca isqukmica sem alteraзxes de ECG e de troponina) e que nгo tenham diagnystico alternativo, podem ser classificados como AI e conduzidos como SCA inicialmente – embora a confirmaзгo definitiva dependerб habitualmente de outros achados como testes nгo invasivos ou angiografia coronбria.

Alйm de angina em repouso, sintomas aos esforзos em crescendo, ou seja, com piora na frequkncia, duraзгo ou intensidade tambйm sгo compatнveis com AI e devem levantar suspeita de instabilidade da lesгo coronбria (pode incluir tambйm alteraзxes na irradiaзгo, alteraзxes no padrгo de resposta ao uso de nitratos). Angina pys-infarto e angina de inнcio recente (habitualmente classe III, pela classificaзгo da Canadian • Passo 3 (exames complementares, conforme hipytese diagnystica e probabilidade prй-teste): alйm da avaliaзгo do 22 Arq Bras Cardiol. 2025; 122(9):e20250620